Paulo Pezzolano celebrou sua primeira vitória no Brasileirão desde maio com uma dedicação especial ao diretor técnico Abel Braga. O técnico uruguaio do Inter conquistou os três pontos contra a Chapecoense, fora de casa, com placar de 2 a 1, neste sábado.
Durante coletiva de imprensa após o confronto, Pezzolano não poupou palavras ao expressar sua empatia com a situação vivida por Braga neste momento de dificuldades financeiras do clube. O reconhecimento refletiu a admiração do técnico pela trajetória do dirigente, que retornou ao Inter no ano anterior e, segundo Pezzolano:
“O meu maior sofrimento é ver o Abel sofrer. Um cara que ama o Inter. Isso é o mais doloroso. Ele trabalha diariamente com a gente. Eu como treinador sei que estou em dívida. Pois nós poderíamos ter mais pontos logo acima. Vimos Abel receber uma estátua e não estávamos conseguindo ganhar. No ano passado, ele voltou e salvou o clube. Quero dar uma felicidade para ele e que a gente siga ganhando. O Abel é uma pessoa espetacular e Deus queira que eu possa dar alegrias para ele também”.
O reconhecimento de Pezzolano para com Braga
“O meu maior sofrimento é ver o Abel sofrer. Um cara que ama o Inter. Isso é o mais doloroso. Ele trabalha diariamente com a gente. Eu como treinador sei que estou em dívida. Pois nós poderíamos ter mais pontos logo acima. Vimos Abel receber uma estátua e não estávamos conseguindo ganhar. No ano passado, ele voltou e salvou o clube. Quero dar uma felicidade para ele e que a gente siga ganhando. O Abel é uma pessoa espetacular e Deus queira que eu possa dar alegrias para ele também”.
Pezzolano sabia que o resultado positivo era urgente, e chegou a Chapecó com risco de demissão, compreendendo a gravidade da situação. A vitória consolida sua permanência e oferece esperança em um momento em que o técnico busca demonstrar seu valor à instituição.
A importância da ajuda financeira de Sonda
O técnico também valorizou a contribuição do empresário Delcir Sonda, que disponibilizou R$ 20 milhões para auxiliar no pagamento de salários dos atletas. Pezzolano reconheceu como essa ação externa foi decisiva para manter o elenco motivado e focado nos objetivos em campo.
“É muito positivo. Jogador como todo trabalhador, quer receber. Tem jogador que tem família de 25 pessoas que dependem deles. Por isso eles precisam receber para trabalhar tranquilos. Os pagamentos vão ajudar muito. Parabéns ao presidente, ao Melo e ao Sonda que ajudaram o Inter nesse momento”.
Pressão e responsabilidade em um grande clube
Pezzolano abordou também a pressão característica de trabalhar em uma instituição de grande envergadura. Sua experiência anterior no Cruzeiro o preparou para lidar com cobranças de múltiplos lados, uma realidade inseparável do futebol em clubes tradicionais.
“No Cruzeiro eu também passei por isso e tivemos momentos espetaculares. De todos os lados se cobra. O Inter é gigante e tem muitos torcedores. E temos que conviver com essa pressão. Ou não podemos trabalhar no futebol. Quando estamos em momentos difíceis é que o esforço aparece. A culpa não é dos jogadores, é do treinador. Então, quando eles quiserem falar comigo, eu vou sempre atender”, disse.
O treinador também reafirmou que em momentos críticos o trabalho de um técnico verdadeiramente se evidencia, e que os jogadores não devem ser culpados pelas dificuldades atuais.
Com os três pontos conquistados, o Inter chegou aos 28 pontos e ocupa a 18ª posição na tabela, na mesma pontuação de Vasco, Mirassol e Grêmio. O próximo compromisso será no sábado, às 21 horas, contra o São Paulo, fora de casa.



