A CBF reconheceu oficialmente que o centroavante do Grêmio, Carlos Vinicius, deveria ter sido expulso na primeira partida do clássico das quartas de final da Copa do Brasil, disputada em 27 de agosto. Aos 45 minutos do primeiro tempo, Vinicius atingiu o rosto do volante Bruno Gomes com o braço durante uma disputa de bola.
O jogador já tinha recebido cartão amarelo aos 41 minutos, por envolvimento em uma discussão. O segundo amarelo o teria expulsado imediatamente.
Na avaliação técnica da CBF: “O jogador da equipe visitante faz uso ilegal dos braços na disputa e atua sem considerar o risco para o adversário, atingindo seu rosto com o braço. Falta passível de cartão amarelo, no caso em análise, segundo cartão amarelo”.
CBF reconheceu ao Inter que Carlos Vinícius deveria ter sido expulso no primeiro Grenal das quartas de final da Copa do Brasil. Centroavante do Grêmio não recebeu o vermelho, e acabou decidindo na partida de volta, com dois gols que valeram a vaga na semifinal.
— Jorge Nicola (@jorgenicola) 9 de setembro de 2026
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O que mudaria com a expulsão
Expulso naquele momento, Vinicius ficaria suspenso para o jogo de volta das quartas. O centroavante, portanto, não estaria disponível no reencontro entre Grêmio e Inter, na Arena do Grêmio. Na partida, o atacante marcou dois gols na vitória gremista por 3 a 1 e garantiu a classificação às semifinais da Copa do Brasil.
O primeiro encontro, no Beira-Rio, terminou sem gols. Sem Vinicius, o Inter teria tido chances bem diferentes no jogo de volta.
Resposta tardia e sem consequências
A Ouvidoria da CBF levou 10 dias úteis para responder ao questionamento formal do Colorado sobre o erro de arbitragem. O reconhecimento foi oficial, mas não teve efeito prático: o resultado do jogo permanece inalterado, e nenhum membro da equipe de arbitragem será punido.
O árbitro Ramon Abatti Abel, responsável pela apitação, mantém sua posição normal. Os assistentes Thiaggo Americano Labes e Michael Stanislau, assim como o responsável pelo VAR Marco Aurelio Augusto Fazekas Ferreira, também permanecem sem sofrer qualquer sanção.
A CBF informa que a Ouvidoria é um instrumento de diálogo dos clubes. A Diretoria de Arbitragem afirma que não vê problemas em reconhecer os erros quando ocorrem.



