Alessandro Barcellos deixou de garantir a permanência de Paulo Pezzolano no comando do Inter até o fim do ano.
Depois de bancar o treinador até o fim da temporada em falas anteriores, o dirigente passou a garantir a presença do técnico apenas no duelo de domingo contra o Santos, no Beira-Rio. O jogo é um confronto direto contra o Z-4 e vale seis pontos na luta pela permanência na Série A.
A mudança no discurso aconteceu logo após a eliminação colorada na Copa do Brasil para o Grêmio. Barcellos reconheceu a gravidade do momento e afirmou que o time precisa reaglutinar nas 13 partidas finais do campeonato para escapar do rebaixamento.
Presidente Alessandro Barcellos garante Paulo Pezzolano para o jogo de domingo: “É essa comissão e esses jogadores que vão tirar o Inter dessa situação. A responsabilidade é minha. Sei que é desgastante pedir apoio do torcedor, mas é a maior força que a gente tem” pic.twitter.com/HdeHXdsSr1
— Lucas Collar (@LucasCollar) 4 de setembro de 2026
Mudança de discurso após a eliminação
Até quinta-feira, Barcellos havia sido direto ao falar sobre o futuro de Pezzolano. Após o empate no Gre-Nal de ida. O mandatário havia garantido que o técnico encerraria o ano no comando da equipe — compromisso que desapareceu do pronunciamento seguinte à queda para o rival.
“Precisamos reconhecer que não está sendo suficiente, que o momento é extremamente difícil, e que precisamos reaglutinar”, disse Barcellos. Segundo o presidente, faltam ao elenco elementos e condições para transformar as chances criadas em gols, enquanto o time sofre com a efetividade dos adversários.
Mobilização em todos os setores
Barcellos reforçou que a solução para a crise passa por todos os setores do clube, inclusive pela diretoria. Alessandro disse que a direção, o departamento de futebol e os jogadores precisam fazer mais. Também afirmou que todos são responsáveis pelo momento e terão de responder à torcida.
“É pedir desculpa ao torcedor, olhar para dentro e mobilizar o nosso time, fazer com que não haja um abalo psicológico que nos atrapalhe ainda mais nesses 13 jogos. Temos certeza que fazendo uma sequência boa, de dois, três jogos, começamos a ganhar confiança. Mas para isso, todo mundo terá de entregar um pouco mais. É o entendimento falado no vestiário, aqui pelo treinador e também o nosso pensamento.”
Retrospecto difícil cobra preço alto
O histórico recente reforça o tamanho do desafio. O Inter soma seis jogos sem vitória e apenas uma vitória nos últimos 12 compromissos — retrospecto que já custou o título gaúcho e a vaga na Copa do Brasil.
Com 25 pontos na 18ª posição, o time gaúcho está a cinco pontos do Santos, que ocupa o 14º lugar com 29 pontos.
Para escapar do descenso, o Inter precisa somar 45 pontos até o fim do Brasileirão, o que exige um aproveitamento superior ao registrado até aqui. Tem apenas cinco vitórias em 25 jogos na Série A. Desde o retorno da Copa, o Colorado venceu apenas um de 11 jogos.
Fora do campo, o clube ainda enfrenta um transfer ban ativo e atraso em pagamentos.
O duelo com o Santos, marcado para domingo a partir das 16h no Beira-Rio, ganhou contornos decisivos. Além de valer seis pontos na tabela, pode definir o futuro de Pezzolano no comando colorado — e as chances de o Inter permanecer na elite do futebol brasileiro.



