O Inter deve R$ 10 milhões aos jogadores e dificilmente conseguirá quitar toda a dívida antes do segundo Gre-Nal pelas quartas de final da Copa do Brasil, marcado para a próxima quinta-feira na Arena. O atraso veio à tona após o empate sem gols no primeiro clássico, disputado na quinta-feira.
O presidente Alessandro Barcellos admitiu em coletiva que o atraso incomoda tanto a diretoria quanto os jogadores, mas garantiu que nenhuma partida foi prejudicada pelo problema. Ainda assim, a situação forçou o elenco a recusar a concentração na véspera do clássico, evidenciando o impacto real da inadimplência nos bastidores colorados.
O que falta pagar aos jogadores
Os salários estão em dia, mas o Inter atrasa há dois meses os direitos de imagem e parte do 13º salário do ano anterior, conforme confirmou a diretoria. Diretoria e jogadores reconhecem a pendência e a urgência em resolvê-la.
Barcellos reafirmou o compromisso de colocar os vencimentos em dia e reconheceu que a situação gera preocupação legítima. A comissão técnica compartilha a urgência: internamente, existe o entendimento de que manter os atletas financeiramente equilibrados é essencial para a sequência da temporada e a luta contra o rebaixamento.
Como o Inter pretende arrecadar os R$ 10 milhões
Para quitar a dívida, o Inter precisa reunir aproximadamente R$ 10 milhões em curto prazo, valor que o clube não tem em caixa. A direção iniciou contatos com empresários do mercado de transferências e admite negociar qualquer jogador do elenco, independentemente da posição ou da importância no grupo, se surgir uma proposta viável.
O atacante Carbonero, titular sob o comando de Paulo Pezzolano, é o jogador mais sondado no mercado. As propostas concretas esperadas pela diretoria, porém, ainda não chegaram. O próprio presidente reconheceu que dificilmente todas as pendências estarão quitadas até o próximo Gre-Nal, que irá para os pênaltis se terminar empatado novamente.
Novos transfer bans ameaçam o clube
Além da dívida com os atletas, o Inter já enfrenta um transfer ban decorrente do atraso no pagamento da compra do zagueiro Juninho em 2025. Barcellos alertou que novas punições virão nos próximos dias por outras dívidas em negociação. Segundo ele, a prioridade é regularizar os pagamentos internos, e não evitar as sanções.
A recusa do elenco em se concentrar reafirma a gravidade da crise. Sem a regularização dos pagamentos, o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil podem ser afetados na sequência da temporada.



