O técnico Eduardo Coudet, que teve passagem pelo Internacional, atravessa um momento de forte pressão no comando do River Plate. A derrota por 1 a 0 para o Rosario Central, no último domingo, no Estádio Monumental, agravou a crise vivida pelo clube e aumentou as especulações sobre uma possível troca no comando da equipe. O resultado negativo ampliou a sequência de cinco derrotas consecutivas do River em competições nacionais, marca que não era registrada pelo clube desde 1911.
Apesar de ter superado o Blooming pela Copa Sul-Americana durante esse período, o River acumulou tropeços diante de Belgrano, Aldosivi, Barracas Central, Gimnasia e, mais recentemente, Rosario Central, o que intensificou a insatisfação da torcida e dos dirigentes. Após o apito final, protestos tomaram conta das arquibancadas, com parte dos torcedores pedindo a saída imediata de Coudet.
Mesmo diante da pressão, o treinador se reuniu com a diretoria após a partida e, por enquanto, foi mantido no cargo. No entanto, veículos da imprensa argentina apontam que sua permanência segue ameaçada e uma mudança no comando técnico pode ocorrer nos próximos dias, caso a equipe não apresente reação.
Possível substituto
Em meio ao cenário de instabilidade, o nome de Ramón Díaz ganhou força entre os torcedores. Ídolo histórico do River Plate, o treinador passou a ser um dos mais pedidos nas arquibancadas e nas redes sociais. Livre no mercado, Ramón é lembrado pelo sucesso obtido tanto como jogador quanto como técnico do clube argentino.
Revelado pelo próprio River Plate, Ramón Díaz estreou na equipe principal ainda adolescente e construiu uma trajetória vitoriosa, conquistando diversos títulos nacionais antes de seguir para o futebol europeu, onde atuou por Napoli, Inter de Milão e Monaco. Anos depois, retornou ao clube e voltou a se destacar dentro de campo.
Já como treinador, escreveu um dos capítulos mais marcantes da história recente do River ao comandar a equipe na conquista da Copa Libertadores de 1996, além de levantar outros troféus nacionais. Ramón dirigiu o clube entre 1996 e 2002 e retornou para uma segunda passagem entre 2013 e 2014. Desde que deixou o Internacional, em novembro de 2025, permanece sem clube e volta a ser apontado como um dos principais candidatos para assumir o comando do time argentino.


