Vitório Piffero teve uma trajetória marcada por contrastes no comando do Internacional. Em sua primeira passagem pela presidência, entre 2007 e 2010, esteve ligado a uma das fases mais vitoriosas da história colorada, participando de conquistas importantes. Porém, o retorno ao cargo em 2015 mudou a forma como passou a ser lembrado pela torcida, devido à crise esportiva, financeira e institucional que marcou sua segunda gestão.
Piffero assumiu o clube em 2007, logo após o título mundial, em um período de reformulação do elenco. O início não foi positivo, com eliminações precoces na Libertadores e uma campanha apenas mediana no Campeonato Brasileiro. A recuperação veio em 2008, quando o Inter ganhou uma nova identidade, liderado por D’Alessandro e com jogadores como Alex e Nilmar, conquistando a Copa Sul-Americana de forma invicta.
No ano do centenário, em 2009, o Internacional esteve próximo de grandes títulos, mas acabou ficando com o vice-campeonato do Brasileirão, da Copa do Brasil e da Recopa Sul-Americana. Apesar disso, levantou o Campeonato Gaúcho e a Copa Suruga. Em 2010, a gestão Piffero ainda ficou marcada pela conquista da segunda Libertadores da história do clube, embora a eliminação para o Mazembe no Mundial tenha sido um momento negativo.
Segundo mandato
Após alguns anos afastado, Piffero voltou à presidência em 2015 com o objetivo de recolocar o Inter no topo do futebol sul-americano. A diretoria investiu em nomes experientes, como Lisandro López, Vitinho e Anderson, enquanto o clube também contava com jovens promessas do Celeiro de Ases, como Alisson, Rodrigo Dourado, Valdívia e Sasha.
O projeto, porém, não teve o resultado esperado. Após mudanças no comando técnico e dificuldades dentro de campo, o Internacional terminou 2016 em uma grave crise. Argel Fucks, Falcão, Celso Roth e Lisca passaram pelo cargo de treinador, mas não conseguiram evitar o primeiro rebaixamento da história do clube para a Série B.
Além do fracasso esportivo, a segunda passagem de Piffero ficou marcada por problemas financeiros e investigações sobre sua administração. Em 2019, o ex-presidente foi excluído do quadro social do Internacional após apurações que apontaram suspeitas de irregularidades superiores a R$ 13 milhões. Assim, sua trajetória no clube ficou dividida entre o período de glórias e uma das maiores crises da história recente do Colorado.

