O Grenal disputado em 28 de setembro de 2008 ficou marcado como uma das atuações mais dominantes do Internacional sobre o Grêmio na era dos pontos corridos do Campeonato Brasileiro. Diante de um Beira-Rio lotado, o Colorado goleou o maior rival por 4 a 1 e freou a campanha da equipe tricolor, que chegou ao clássico na liderança da competição e embalada pela briga pelo título nacional.
Enquanto o Grêmio de Celso Roth vivia seu melhor momento na temporada, o Internacional, comandado por Tite, buscava recuperação após uma campanha de altos e baixos. O cenário, porém, pouco importou quando a bola rolou. Desde os primeiros instantes, o Colorado impôs um ritmo intenso e tomou conta da partida.
O principal nome da noite foi Andrés D’Alessandro. O argentino comandou as ações ofensivas e abriu o placar logo aos quatro minutos, levantando a torcida no Beira-Rio. O Grêmio chegou a reagir com Tcheco, que empatou aos 19 minutos, mas a igualdade durou pouco.
Seguiu massacrando
Sem perder a intensidade, o Internacional voltou a pressionar e retomou a vantagem aos 28 minutos, com Alex. Antes do intervalo, o domínio colorado se transformou em goleada. Índio marcou de cabeça aos 40 minutos e, já nos acréscimos da primeira etapa, Nilmar aproveitou um contra-ataque para fechar o placar em 4 a 1, resultado que praticamente definiu o clássico.
Na volta do intervalo, o panorama da partida mudou. Com ampla vantagem, o Internacional diminuiu o ritmo, passou a controlar a posse de bola e administrou o resultado sem grandes dificuldades. O Grêmio tentou reagir, mas encontrou dificuldades para criar oportunidades e não conseguiu ameaçar a vitória colorada.
A atuação inspirada de D’Alessandro, a eficiência ofensiva de Alex, Nilmar e Índio e o domínio exercido durante praticamente todo o clássico transformaram aquele 4 a 1 em um dos Grenais mais lembrados pela torcida colorada e em uma das vitórias mais emblemáticas do Internacional sobre o rival no Campeonato Brasileiro.



