Entre as contratações realizadas pelo Internacional para a temporada, Rodrigo Villagra rapidamente se consolidou como uma das principais peças da equipe. O volante argentino assumiu a titularidade sob o comando de Paulo Pezzolano e passou a ser presença constante no time, destacando-se pelas atuações consistentes ao longo do primeiro semestre.
Villagra chegou ao Colorado em janeiro, emprestado pelo CSKA Moscou até o fim da temporada. Para contar com o jogador, o clube desembolsou US$ 400 mil (cerca de R$ 2,15 milhões na cotação da época). O acordo prevê uma opção de compra fixada em US$ 4,6 milhões (aproximadamente R$ 24,7 milhões), além de uma cláusula que torna a aquisição obrigatória caso o volante participe de pelo menos 60% das partidas da equipe no ano.
A meta prevista em contrato está cada vez mais próxima. Considerando o calendário restante, o Internacional ainda disputará 20 partidas pelo Brasileirão e, no mínimo, mais dois confrontos pela Copa do Brasil, diante do Corinthians, pelas oitavas de final. Caso avance até a decisão do torneio, poderá realizar outras cinco partidas.
Dessa forma, o Colorado encerrará a temporada com um total entre 42 e 47 jogos desde a chegada de Villagra. No cenário mais curto, o volante precisará atuar em 26 partidas para atingir os 60% exigidos. Se o clube alcançar a final da Copa do Brasil e completar 47 compromissos, o número necessário sobe para 29 jogos.
Ganho de espaço
A afirmação do argentino começou na vitória por 2 a 1 sobre o Santos, pelo Campeonato Brasileiro. Desde então, ele praticamente não deixou mais a equipe titular. Na competição nacional, esteve presente em 13 partidas, iniciando 12 delas entre os titulares. No total, soma 20 jogos disputados dos 25 possíveis desde sua chegada ao Beira-Rio, índice de participação de 80%.
Além da alta minutagem, Villagra também chama atenção pelos números individuais. Com média de 81 minutos por partida, o argentino alia intensidade defensiva e qualidade na saída de bola. De acordo com o Sofascore, registra média de 3,8 bolas recuperadas por jogo no Campeonato Brasileiro, além de um aproveitamento de 85% nos passes, confirmando sua importância no funcionamento do meio-campo colorado.



