Coletivo LGBTQ+ aciona Inter e outros clubes no STJD por cantos homofóbicos

Foto: Divulgação/Inter

O Coletivo de Torcidas Canarinhos LGBTQ acionou o Inter e outros sete clubes no Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por ações homofóbicas praticados pelas torcidas. Além do Colorado, foram denunciados o Atlético-MG, Ceará, Corinthians, Fluminense, Náutico, Paysandu e Remo.

O Coletivo de Torcidas entrou com sete denúncias, pedindo a análise dos casos ao Supremo Tribunal de Justiça Desportiva. A Procuradoria do STJD irá avaliar a situação e decidir se seguirá em frente ou não com as Notícias de Infração. Caso acate o que foi denunciado, o caso irá a julgamento no tribunal.

A Notícia de Infração registrada ao Inter são de dois jogos, com o mesmo cântico. Os duelos contra o Grêmio e contra o Athletico Paranaense tiveram a canção: “Atirei o pau no Grêmio e mandei tomar no c*, ô gremista filho da p* chupa r* e dá o c*” entoado pelo estádio. Com base nesta coro o Coletivo de Torcidas Canarinho LGBTQ acionou o clube junto ao STJD.

O Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) prevê no artigo 243-G a homofobia como infração por: “Praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, cor, idade, condição da pessoa idosa ou portadora de deficiência.”

A pena prevista pode variar e se enquadrar em multa e suspensão, chegando até a uma possível perda de pontos. Os torcedores, caso identificados, também podem ser proibidos de entrar nos estádios pelo prazo mínimo de 720 dias.

Recentemente, O Flamengo recebeu uma punição por homofobia nas arquibancadas do Maracanã. A denúncia, que partiu do mesmo coletivo, teve julgamento e multa de R$ 50 mil ao Rubro-Negro.

Nas redes sociais, os Canarinhos LGBTQ+ informaram a ação: “Reiteramos o nosso repúdio a esses e outros atos de preconceito praticados no futebol e esperamos que os clubes e federações tomem medidas mais enérgicas no intuito de combater tais práticas que fazem com o futebol continue sendo um ambiente violento para pessoas LGBTQIAP+.

 


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