Liliane Santos: Evolução ou regressão do ser humano?

Balconista do setor de bebidas foi atacada por um torcedor do Athletico Paranaense

Na última quarta-feira uma cena lamentável na Arena da Baixada acontecia. Uma mulher que estava trabalhando de freelancer como caixa no setor de bebidas do estádio, foi atacada por um torcedor do Athletico Paranaense.

Defendida apenas por um balcão, não chegou a ser agredida fisicamente, mas teve seu computador e sua mesa arrancados por esse mesmo torcedor.

“Este torcedor reclamou que a cerveja estava quente e me pediu seus 20 reais de volta, falei que sim, que já havia solicitado a presença da supervisora para liberar. Com cerca de 5 minutos de espera, menos talvez, ele surtou, gritou palavrões atacou meu balcão e meu notebook dizendo ‘eu vou quebrar tudo aqui’. E assim ele fez. Ele arrancou minhas coisas da mesa brutalmente, eu apenas afastei assustada e discretamente filmei a ação”, relatou Ciça.

Em choque então, ela disse também que procurou a supervisora para saber o que seria feito a respeito e recebeu uma breve resposta: “Isso é normal, acontece todo jogo, semana passada me jogaram um copo de cerveja na cara, na hora me senti humilhada mas depois passou”, disse a supervisora da mulher.

Normal? Não! Isso não é normal. Estamos tratando com seres humanos, se comportem como tal. Normal nunca foi e nunca será a palavra certa para isso.

Até quando essas coisas vão se tornar “pequenas” aos olhos do público? Em uma hera digital homens que ainda se comportam como se vivessem em cavernas, onde tudo evoluí mas se decaí a educação. Evolução ou regressão? Se ela estivesse em qualquer outro ramo do comércio isso não seria normal, por que em um estádio esta situação se normaliza?

É nessas horas que paramos para pensar, que a violência está cada vez mais normalizada, e se não for tomada medidas cabíveis, cada vez tende a piorar a situação e a generalização da baderna continuará sem nenhuma punição.

Nenhum seguro cobre tamanha humilhação a uma trabalhadora, estádio é sim lugar para mulher. Seja como torcedora, funcionaria, todas tem o mesmo direito, gênero não determina local ou função. Todos amamos esse esporte maravilhoso que é o futebol, é ele que nos une dentro de um mesmo lugar por 90 min.

Gostar de futebol não tem etnia, não tem idade, muito menos gênero. As novas e velhas gerações se unem. E essa união não é nada se não houver respeito! Conscientize-se Respeite ela. A pessoa do seu lado, a pessoa que atende você. Aconteceu com a Ciça, mas poderia ter sido com você, com sua esposa, sua filha, sua irmã. Respeite!

Este ato vergonhoso aconteceu no primeiro jogo da final da Copa do Brasil entre Athletico Paranaense e Internacional. Ciça disse também que o clube não tomou nenhuma providência até então.

Confira o vídeo:

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