Vasco da Gama 2×1 Internacional – 3 coisas que aprendemos

A falta de criação, um paredão e a falta de coragem são os destaques do pós-jogo

O Inter perdeu para o Vasco ontem, por 2 a 1. O jogo foi em São Januário. Foi a primeira vitória do clube carioca no Campeonato Brasileiro. Destaco três coisas sobre ontem:

1- Sem D’Ale, sem criatividade

Se o poder reacionário do Inter em 2018 era o grande lance da equipe de Odair, em 2019 a criatividade tem feito a diferença. Andrés D’Alessandro é o homem para isso. Contudo, o camisa 10 não jogará todas as partidas.

Muitos dizem que Sarrafiore é o substituto, mas, na verdade, não vejo o argentino como um armador. Via mais isso em Juan Alano. Sarrafiore é outro estilo de jogador. Inter não tem em seu elenco outro meia de criação. Sem isso, quando precisa propor o jogo, como ontem, o colorado encontra dificuldades.

2- Agradeçam Victor Cuesta

Se houve algo positivo ontem, esse algo é Victor Cuesta. O zagueiro entrou no jogo sem sofrer nenhum drible e permaneceu assim. Tudo que vinha em sua direção, o número 15 tirava. Além disso, é uma boa alternativa na criação de jogadas, em uma pressão de ataque total. O argentino já jogou de lateral-esquerdo e, inclusive, deu uma assistência para Jonatan Álvez ontem. O gol foi (bem) anulado.

3- No medo de perder, Odair perde

Sou um defensor do treinador colorado e torço para que fique aqui por muito tempo. Contudo, fora de casa, o Inter parece ter medo de perder – quando de fato há algo em jogo. O melhor jogo como visitante foi contra o River Plate, em um jogo já quase decidido. Quando há pontos em jogo, Odair volta para o Inter reacionário de 2018.

Hoje o Inter tem entrosamento e peças boas para propor o jogo. Colorado precisa ter ordem para atacar desde o primeiro minuto. Não podemos mais esperar sofrermos o gol para tentar vencer a partida.


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