Gabriel Lemos: 81 anos da estreia de Carlitos, um ídolo eterno

Em 22 de maio de 1938 estreava o maior artilheiro da história colorada

Ivo, Alfeu, Nena, Viana, Ávila, Abigail, Tesourinha, Russinho, Adãozinho, Villalba e Carlitos. Na cabeça de quem gosta de história e quem gosta da história do Inter, o Rolo Compressor é considerado por muitos o melhor time do Rio Grande do Sul, de todos os tempos. O último nome dessa lista, Carlitos, é o personagem de hoje.

Alberto Zolim Filho talvez não seja o nome mais conhecido da torcida colorada, mas todos já ouviram falar de Carlitos. É o maior artilheiro da história do Inter e do clássico Gre-Nal.

Hoje cedo, em seu Twitter, o Sport Club Internacional lembrou da estreia de Carlitos, que completa hoje 81 anos. Seu primeiro jogo, no dia 22 de maio, não poderia ser melhor para o Clube do Povo: 4 a 0 contra o São José. Era um indício do destino que, com Alberto em campo, gol não faltaria.

Era um jogador veloz, ponta-esquerda tão habilidoso que obrigou outra lenda colorada, Tesourinha, a mudar seu lado de campo. Muitos brincavam que seus gols estavam quase sempre impedidos, pois sua velocidade era surpreendente.

No Internacional, Carlitos atuou de de 1938 até 1951. Uma carreira inteira dedicada ao vermelho e branco. Foram 485 jogos, 384 gols – de longe, insuperável, o maior artilheiro colorado. Ele jogou também 62 clássicos contra o Grêmio e marcou 42 gols. Ao longo de seus 13 anos servindo honrosamente o Clube do Povo, Carlitos ergueu 20 troféus (10 Campeonatos Gaúchos e 10 Campeonatos de Porto Alegre). Imagine, em seus 13 anos com o Internacional, em apenas 3 deles ele não deu a volta olímpica. E 6 desses títulos foram de forma consecutiva (de 1940 a 1945).

O ídolo colorado possui também muitas histórias curiosas. Seu apelido, Carlitos, dizem os relatos que se dá por um engano dele mesmo. Sempre achou que seu nome fosse Carlos Alberto Zolim Filho, até conferir corretamente seus documentos.

Outra história que se conta sobre Carlitos é de quando prendeu o calção do goleiro gremista naqueles pinos da trave que seguram a rede da goleira.  Quando foi tentar se mover, o arqueiro rival teve seu calção rasgado.

Certa vez, Carlitos marcou 7 gols em uma partida contra o Sokol, mas esse não foi o principal momento dele na história do Inter. Um dos gols mais emblemáticos da história colorada, o Gol do Plano Inclinado, foi marcado por ele. Em 1945, em um empate por 4 a 4 contra o Cruzeiro, no clássico Inter-Cruz, o terceiro gol do Inter foi marcado pelo nosso artilheiro histórico.

Tão histórico quanto ele, o gol foi inusitado. Após uma confusão aérea na área do Cruzeiro, a bola pairou pelo ar, para cima da pequena área, descendo depois como um chumbo e deslizando pela testa de Carlitos. Nem goleiro, nem zagueiro, apenas Carlitos encostou, inclinando-se para trás, caindo para marcar o gol. A genialidade do lance marcou a história colorada e, certamente, é um dos maiores gols já marcados no Estádio dos Eucaliptos.

Em Inter x CSA, um dos comunicadores da RBS, Leandro Bortholacchi, encontrou durante a transmissão da Rádio Gaúcha o filho de Carlitos, Ivan, assistindo ao jogo no Beira-Rio. Ele estava acompanhado de seu filho, Juliano (que em sua pele tatuou o famoso Gol do Plano Inclinado) e Lucas, filho de Juliano, bisneto de Carlitos. Três gerações póstumas ao ex-jogador que frequentam o Beira-Rio como colorados. Outro legado deixado por esse grande ídolo.

Nome para reverenciar é o que não falta na história do Sport Club Internacional: Nena, Tesourinha, Larry, Bodinho, Escurinho, Figueroa, Valdomiro, Falcão, Fernandão, Índio, Iarley, Clemer, Bolívar, D’Alessandro, etc. Contudo, ninguém “fedia” tanto a gol, quanto Alberto Zolim Filho.

Ele faleceu em 2001 e chegará um dia em que nenhum colorado vivo teve a oportunidade de ver ele jogar. Entretanto, jamais chegará o dia em que não não será lembrado pelo Clube do Povo.


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